quarta-feira, 9 de março de 2011

Penso saber que sei

Sei ou não sei? Será ou não será? Imagino que sei sem saber imaginar, penso que penso sem conseguir pensar, calculo calcular mesmo não sabendo concluir. Enfim, afinal, quem és tu? Será que te sei ou penso saber que sei? Não sei.

Por vezes imagino coisas, tiro conclusões precipitadas, digo que és o que não és, ou até que és aquilo que és, mas, mais uma vez, não sei. E o único que sabe bate neste momento, arde como aqueles momentos em que o silêncio fala mais alto que o próprio gritar, sente-se o que se sente quando se espera pelo voltar e não se imagina, pois tudo o que sabe, sabe dizê-lo de cor.

Suspiro para saber, questiono-o, mas ele não me responde. Desespero para que as dúvidas não me surjam, para que, de uma só vez, saiba dizer quem tu és. Mas, na verdade, será que quero saber? Acho que não; aliás, não mesmo, certeza que não. Basta aquilo que de ti penso saber. Chega aquilo que me fazes pensar que és. Nada mais importa, pois aquilo que, na verdade, preciso saber, já o sei.

Que existes para que, a cada dia, saiba aquilo que realmente és, e hoje sei um pouco. Não duvides das minhas próprias dúvidas; sei que me sabes e que existes para mim, para me dares certezas ,não daquilo que és, mas sim de quem és.

E se és ou não, eu prefiro pensar que sejas, pois ele não mente, sim sente. E se eu não o sei, existe quem sinceramente saiba. Agradece agora e, mais tarde, talvez. Mas, de momento, festeja o que sabe, felicita-se por saber, alegra-se pelo que sabe e até se aplaude pelo que ainda não sabe.

E sabes porquê? Porque eu me sinto feliz por saber que ainda existe mais por saber.

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