domingo, 11 de setembro de 2011

Se...

Se um dia eu te quisesse sem ninguém me querer,
Se tivesse de gritar perante a multidão sem o silêncio incomodar,
Se compreendesse o quão difícil fosse descobrir-te mesmo sem te poder entender,
Se um dia eu não percebesse aquilo que me revelas e aparentas despertar.

E se não te tivesse beijado, mesmo sem te poder resistir,
Se olhasse um pouco em frente, sabendo do teu caminhar por detrás,
E se me escondesse do tão procurado que me fizesse fugir,
Se um dia eu te amasse, mesmo sem saber como é que se faz.

Se eu quisesse o infinito, mesmo que o mundo decidisse acabar,
Se acabasse com um começo e decidisse colocar um fim,
E se as estrelas se ocultassem e a noite deixasse de iluminar,
Se um dia tu fosses sem aviso e conseguisses sobreviver sem mim.

Se fosse possível, com o impossível, o tempo destruir,
Se me tocasses e parasses sem o tempo poder continuar,
E se a vida não fosse vida e tivesse de desistir,
Se um dia acordasse depois de um sonho e não tivesse a quem o contar.

Se eu te tenho, então os “se’s” deixarão de existir,
Se existirem, eu não existo para a oitava poder terminar,
E se, por acaso, o que não aconteça me impedir de conseguir,
Se acontecer, por acaso, o que na verdade não há de me deixar completar.

Se não me ganhar a mim mesmo e tu tiveres de vencer,
Se com a tua vitória os meus medos eu puder derrotar,
E se eu te amo, se é que me possas entender ,
Se um dia te perder, então é porque deixei de me encontrar.

domingo, 3 de julho de 2011

Ser eu

Não sou famoso, nem uma estrela como muitos se caracterizam. Não tenho que rubricar folhas e folhas, autografar perante a multidão, não sou palco de conversa nem de noticiários, não tenho que pousar para câmaras, enfim, não sou exclusivo, mas uma coisa é certa, SOU FELIZ. É simples, não tenho tudo o que o dinheiro pode comprar, mas tenho tudo o que o dinheiro não pode pagar. Sou feliz porque vivo, porque reconheço-me como pessoa, porque não preciso de ser estrela para brilhar na vida de alguém, porque felicidade não significa fama, porque fama não é tudo na vida, porque TUDO NA VIDA É SER EU, assim como sou. Se um dia atingir a fama, se vier a ser reconhecido por todos, uma coisa é certa, não vou deixar de ser eu, não me vou caracterizar diferente, apenas voltarei a escrever e mostrar-vos que não é assim tão difícil ser quem sou.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Imortal

Acredita que juro e confesso,
Público , mas não quero fazer publicidade ,
Pois é desta forma que escrevo e expresso:
Queria que em mim residisse a imortalidade.

Não sofrer em lágrimas desesperadas,
Em tudo e de tudo que não seja vontade,
Daquela partida e volta necessitadas
De tudo aquilo que nos faz sentir saudade.

A imortalidade talvez fosse a cura
De não aguentar e sofrer com tanta dor;
Pois, se ela existisse , simples ou pura,
Talvez não morresse de tanta saudade e por amor.

De peito e coração abertos, aqui estou,
Testemunhando que tudo isto é mesmo real.
Com um papel e lápis rabisco o que não sou,
O que mais queria eu ser: um ser imortal.

Mas, na verdade, eu não me arrependo;
Amo e reamo o que já me faz curar.
Sim, é desta forma que confesso e me rendo:
Tu és a cura, aquela que me faz ressuscitar.





quinta-feira, 10 de março de 2011

A resposta




Me perguntaram,


Não consegui responder


Tentava e tentaram


Não sabia o que me estava a acontecer.


Lágrimas, não me escorria,


Mas os meus olhos choravam


Azul brilhante, mas triste era aquele dia


Minhas forças de momento se desgastavam.


Aí eu próprio me perguntava,


Mas afinal o que se estava a suceder


O coração, gritando se deparava


Um sentimento galante estava prestes a engrandecer.


Por dentro tudo se agitava


Eu somente não me movia


Ardia enquanto ao mesmo tempo esfriava


Resposta não encontrava para o que sentia.


Como estátua querendo se mover,


Um Eu coberto de autoridade


Controlado pela força do inesperado poder


Transformando o meu ânimo em uma enorme tempestade.


Suspirava em toda a minha crença


Não compreenderia a razão


Será cura ou doença?


Apenas me dêem uma simples explicação.


Da escuridão vinha o som do medo


Determinado, estava prestes a aceitá-lo


O coração continha-o como segredo


Onde apenas eu poderia enfrentá-lo.


Até que de momento alguém aparece


Imóvel, esqueço o que perguntar


De instante o meu corpo enlouquece


Silenciosamente, a resposta parece ele me dar.


Não sei se estou arrependido


Apenas não foi o meu oportuno apetecer


Se hoje me sinto assim destemido


Unicamente o digo que o sinto sem querer.


Recuso qualquer promessa


Afinal, descobrirei ou não a resposta?


Tu és solução, espero que seja essa


Jamais acreditarei numa simples proposta.


Os meus ouvidos se rompêm


Enquanto a alma chora e eu desesperado,


É aí que os lábios dela me tocam e respondem


Sinceramente, tu estás APAIXONADO. :’)











quarta-feira, 9 de março de 2011

Eu poeta

Poeta enigmático
inventor das minhas próprias locuções
Sentimental naquilo que escrevo
Objectivo, liberar críticas e ocultas emoções.



Somenos àqueles lendários e eruditos poetas,
Aquém de um mesmo renascentista,
Razão da qual me libero ao escrever
Aqui nasce, idêntico, um admirável poeta actualista.


Não avalio um ser poeta,
Nem serei conhecedor de sua própria inteligência
Pois um bom poeta é aquele que o interioriza
E não aquele que só o vê pela aparência.




Não revelarei minha pessoa
Misterioso, serei sempre um oculto escritor
complexos serão sempre os meus poemas
Finalidade, aprazer o meu próprio leitor.

Coração apaixonado

Tenta aclarar o coração,

Algo que não quer mais esconder,

Prestes ele a entrar em erupção,

Explodindo apaixonado de prazer.


Liberta tudo o que sente,

Sem um simples arrependimento,

Esvaziando a sua básica mente,

Revelando por fora aquilo que se esconde por dentro.


Cego poderia ele estar

De algo relativamente concreto,

Invisual, o alvo não poderia acertar,

Inexplicavelmente conseguiu ele deparar com certo.


Em suma, o coração diz próprio ver,

Contradizendo alguma vez cego estar,

Tanto viu até hoje concluir escrever,

“Apaixonei me por ti com um evidente e comprovado olhar!”

Primeiro Beijo

Um segredo que se diz na boca,

Um gesto confiável de se conquistar

Palavras?! A aí vos digo, para quê?

Se nem um livro descreve as mil e uma formas de te beijar.


Aí falaremos de igual forma.

Descobrirei, realmente, aquilo que o teu coração sente,

Pois esta é a voz mais alta do apropriado silêncio

O sentimento aliviado pela tua própria mente.


De um olhar tudo se principia.

As suas equivalências que os aproximem!

Ambos contêm o mesmo sentido,

O simples e único intuito, o de se colidirem.


Esse é o limite.

Entre nós dois, a distância menor

Que aniquile o tal termo designado de saudade,

Pois em um verdadeiro beijo, nasce o verdadeiro amor.


Ele nunca é esquecido,

No sossego resultante do silêncio, é relembrado

Quem não o sente, o último será extinto

Enquanto, contrariando, o primeiro nunca será olvidado.

Penso saber que sei

Sei ou não sei? Será ou não será? Imagino que sei sem saber imaginar, penso que penso sem conseguir pensar, calculo calcular mesmo não sabendo concluir. Enfim, afinal, quem és tu? Será que te sei ou penso saber que sei? Não sei.

Por vezes imagino coisas, tiro conclusões precipitadas, digo que és o que não és, ou até que és aquilo que és, mas, mais uma vez, não sei. E o único que sabe bate neste momento, arde como aqueles momentos em que o silêncio fala mais alto que o próprio gritar, sente-se o que se sente quando se espera pelo voltar e não se imagina, pois tudo o que sabe, sabe dizê-lo de cor.

Suspiro para saber, questiono-o, mas ele não me responde. Desespero para que as dúvidas não me surjam, para que, de uma só vez, saiba dizer quem tu és. Mas, na verdade, será que quero saber? Acho que não; aliás, não mesmo, certeza que não. Basta aquilo que de ti penso saber. Chega aquilo que me fazes pensar que és. Nada mais importa, pois aquilo que, na verdade, preciso saber, já o sei.

Que existes para que, a cada dia, saiba aquilo que realmente és, e hoje sei um pouco. Não duvides das minhas próprias dúvidas; sei que me sabes e que existes para mim, para me dares certezas ,não daquilo que és, mas sim de quem és.

E se és ou não, eu prefiro pensar que sejas, pois ele não mente, sim sente. E se eu não o sei, existe quem sinceramente saiba. Agradece agora e, mais tarde, talvez. Mas, de momento, festeja o que sabe, felicita-se por saber, alegra-se pelo que sabe e até se aplaude pelo que ainda não sabe.

E sabes porquê? Porque eu me sinto feliz por saber que ainda existe mais por saber.

O amanhã deve-se ao ontem !

Tudo entre nós sempre irá parecer como a primeira vez, o primeiro momento… a primeira emoção… o primeiro encontro… o primeiro beijo… o primeiro tudo. Lembro-me como se fosse ontem, o mundo parava naquele mesmo instante, as coisas se tornavam estátuas provisórias , só eu e ela nos movíamos. Tudo a cada segundo foi/será único. Enfim, desde aquele momento que em cada livro que eu folheio, lhe leio, nos desenhos que eu rabisco, lhe traço, nas paisagens que eu alcanço, lhe vejo, no ar que respiro, lhe sinto, nas ideias que idealizo, lhe penso, na música que decifro, lhe ouço e, confessando a mim mesmo, em todos os meus momentos, em todos os meus caminhares, em toda a minha vida, a cima de tudo LHE PRECISO.