domingo, 11 de setembro de 2011

Se...

Se um dia eu te quisesse sem ninguém me querer,
Se tivesse de gritar perante a multidão sem o silêncio incomodar,
Se compreendesse o quão difícil fosse descobrir-te mesmo sem te poder entender,
Se um dia eu não percebesse aquilo que me revelas e aparentas despertar.

E se não te tivesse beijado, mesmo sem te poder resistir,
Se olhasse um pouco em frente, sabendo do teu caminhar por detrás,
E se me escondesse do tão procurado que me fizesse fugir,
Se um dia eu te amasse, mesmo sem saber como é que se faz.

Se eu quisesse o infinito, mesmo que o mundo decidisse acabar,
Se acabasse com um começo e decidisse colocar um fim,
E se as estrelas se ocultassem e a noite deixasse de iluminar,
Se um dia tu fosses sem aviso e conseguisses sobreviver sem mim.

Se fosse possível, com o impossível, o tempo destruir,
Se me tocasses e parasses sem o tempo poder continuar,
E se a vida não fosse vida e tivesse de desistir,
Se um dia acordasse depois de um sonho e não tivesse a quem o contar.

Se eu te tenho, então os “se’s” deixarão de existir,
Se existirem, eu não existo para a oitava poder terminar,
E se, por acaso, o que não aconteça me impedir de conseguir,
Se acontecer, por acaso, o que na verdade não há de me deixar completar.

Se não me ganhar a mim mesmo e tu tiveres de vencer,
Se com a tua vitória os meus medos eu puder derrotar,
E se eu te amo, se é que me possas entender ,
Se um dia te perder, então é porque deixei de me encontrar.