Acredita que juro e confesso,
Público , mas não quero fazer publicidade ,
Pois é desta forma que escrevo e expresso:
Queria que em mim residisse a imortalidade.
Não sofrer em lágrimas desesperadas,
Em tudo e de tudo que não seja vontade,
Daquela partida e volta necessitadas
De tudo aquilo que nos faz sentir saudade.
A imortalidade talvez fosse a cura
De não aguentar e sofrer com tanta dor;
Pois, se ela existisse , simples ou pura,
Talvez não morresse de tanta saudade e por amor.
De peito e coração abertos, aqui estou,
Testemunhando que tudo isto é mesmo real.
Com um papel e lápis rabisco o que não sou,
O que mais queria eu ser: um ser imortal.
Mas, na verdade, eu não me arrependo;
Amo e reamo o que já me faz curar.
Sim, é desta forma que confesso e me rendo:
Tu és a cura, aquela que me faz ressuscitar.